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Telefônica quer que Google pague para usar sua rede


O presidente da Telefônica Espanha, Cesar Alierta, disse nesta segunda feira, 08 de fevereiro, em coletiva de imprensa realizada em Madri, que a empresa estuda a possibilidade de cobrar do Google pelo uso de sua rede de infraestrutura, por onde trafegam aplicações e serviços do portal de buscas.    
Não é de hoje que as operadoras de telefonia se queixam da situação. Segundo essas empresas, os buscadores de internet utilizam uma grande banda, mas sem pagar por isso.
O discurso da Telefônica encontra eco em outras empresas de telefonia. O impasse já foi tema de encontro realizado em Sevilha, em novembro, pela Organização Européia de Operadores de Telecomunicações, entidade que representa o setor.

As empresas de telecomunicações alegam que fizeram altos investimentos em redes de banda larga na Europa (fixa e móvel) para suportar o aumento da utilização da internet, em parte para aguentar o tráfego trazido por serviços de companhias como Google e Yahoo. Devido a esse grande volume de dados, as empresas vêem como injusta arcar as contas sozinhas.

Twitter pago?


Valor da assinatura mensal vai de R$ 2 a R$ 20 e vai variar de acordo com o "twitteiro"


Getty Images

A versão japonesa do Twitter, que já funciona de um jeito um pouco diferente das de outros países, vai lançar um modelo de pagamento que vai cobrar do público para ver as “twittadas” de contas premium (a empresa não explicou que tipo de conta é essa), revelou nesta sexta-feira (27) o jornal inglês Telegraph.

Kenichi Sugi, presidente-executivo da DG Mobile (uma subsidiária da Digital Garage, acionista do Twitter japonês), anunciou a mudança na conferência Mobidec2009, no começo desta semana.

Ele disse que o microblog vai incluir opções de assinaturas pagas a partir de janeiro de 2010, o que deverá permitir aos donos de contas no Twitter cobrarem pelo acesso a suas “twittadas”, links para sites externos e até imagens.

Os usuários que querem pagar pelo acesso completo às “twittadas” dessas contas premium poderão fazer uma assinatura mensal e pagá-la com cartão de crédito, pedir a sua operadora de celular que a inclua em sua conta mensal ou ainda comprar um cartão pré-pago em lojas de conveniência. Os preços vão de R$ 2 a R$ 20,18 e vão depender de quanto cada twitteiro vai cobrar por suas “twittadas”. O microblog vai ficar com 30% da receita de cada perfil.

O cofundador, Biz Stone, e o presidente-executivo do Twitter, Evan Williams, disseram há algum tempo que iriam cobrar de empresas pelo uso comercial do Twitter – mas a ideia de cobrar os usuários para ter acesso às informações de alguns perfis é nova. Os japoneses dizem que as contas do Twitter que vão oferecer informações em tempo real- como notícias e fotografias originais – são as que deverão beneficiar com o novo sistema.

A versão japonesa do Twitter está servindo como um laboratório para a empresa, que já lançou produtos como um srrviço de compartilhamento de vídeos só naquele país. O Japão também é o único país onde a empresa teve algum lucro – alcançado graças ao uso de anúncios em cada página – um recurso que não é permitido em qualquer outro lugar do mundo.

No mês passado, a uSocial, uma companhia de marketing para mídias sociais, ofereceu R$ 870 mil para publicar um anúncio no Twitter por 24 horas.

O Twitter foi lançado no Japão em abril de 2008 e lançou seu site para celular no mês passado. A versão móvel deve fazer sucesso no Japão, onde a penetração da internet móvel é uma das mais altas do mundo.

Dois meses atrás o Twitter fechou acordo com a maior operadora de celulares da Índia, a Bharti Airtel, para permitir aos seus clientes enviarem twittadas por SMS.

Milhões de pessoas que já publicam mensagens por SMS, usam o Twitter móvel ou aplicativos de outras empresas, mas a intenção é garantir que a companhia faça acordos com as principais operadoras do mundo para que todos possam acessá-lo de qualquer lugar e a qualquer hora.

O Twitter também está trabalhando com desenvolvedores para integrar o serviço ao celular.

Blog Matheus Art