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Que iPhone nada, o negócio é o Nexus One!





Bem, pretendo em breve começar uma série de posts falando coisas não tão agradáveis sobre uma certa empresa que usa uma maçã no seu logotipo… Mas achei esse relato enquanto boiava na Internet, e achei interessante comentar. O Lucas Leão comprou um Nexus One. Antes ele teve um iPhone, vendeu o dito cujo e importou um Nexus One. Hoje ele está feliz da vida. Gostei de algumas coisas que ele falou, como:


“(…)Ao receber meu Nexus One tive diversas alegrias, entre elas o GPS que capturou minha posição com erro de apenas alguns metros; o browser que é bem mais estável e compatível que o Safari; as áreas de trabalho… Como nem tudo é perfeito veio a primeira decepção: a função de ampliar e reduzir não estava habilitada. Fui ao Google e para minha alegria o problema já estava resolvido por um hacker. Quando já ia executar o que ele ensinou, a novidade: o Google liberou um update em 2 de fevereiro que habilitava esta função. Viva o mundo livre, pois de uma forma ou de outra conseguiria, sem precisar de engenharia reversa. O ANDROID é opensource e o hacker apenas habilitou a função e talvez por isso o google resolveu fazê-lo oficialmente.(…)”



Ou seja, interessante, né? Bastou atualizar, sem medo de quebra de jailbreaks, e coisas do tipo. Um outro comentário curioso foi que ele já teve iPhone, olha só:



“(…)Mas uma vez livre sempre livre e devido as amarrações de software proprietário que a APPLE fez nele, comecei a me sentir enjaulado como um passarinho que nasceu na gaiola, foi libertado, ganhou o mundo e de repente foi recapturado e enjaulado novamente. Naturalmente, no início, a vida encarcerado parecia mais fácil, sem ter que buscar comida, com o dono ali me alimentando… Aí começou o meu problema: Só poderia comer o que o dono quisesse me dar. Senti falta da liberdade de buscar e escolher minha comida e constatei que estava mais preso do que na época da Microsoft, onde ao menos poderia comprar o que eu quisesse para instalar nele. Nem sequer uma música eu podia colocar nele sem a porcaria do ITUNES (cheguei a ter de usar um Windows para copiar minhas mp3 para o meu telefone). Do que me adiantava ter 16 Gb de espaço.(…)”



É para pensar, não? E ele ainda fala:



“(…)No Mundo IPHONE a APPLE também decide o que eu posso comprar, então radicalizei: Busquei o GEOHOT, instalei um jailbreak (backra1n), cydia e tentei voltar ao meu mundo livre. Instalava o que quisesse. Descobri que na verdade o sistema operacional do IPHONE não passava de um Linux disfarçado e enjaulado: Pacotes deb, repositório apt, terminal UNIX e tudo que eu tanto amava estava tendo ali. Daí sobrevivi mais um tempo só que estava nadando contra a maré, sempre preocupado que alguma atualização da Apple me fechasse a porta da gaiola. Afinal estava em liberdade condicional (havia subornado o carcereiro).(…)”



Gostei principalmente da última frase dele, da metáfora usada. Mas quanto a ser um “Linux”, não é exatamente verdade, já que o IPhone OS e o Mac OS X são baseados na família BSD de sistemas operacionais, que é Unix em sua essência: Ambos tem terminal Unix, mas repositório apt e pacotes deb? Deve ser algo mais ao estilo do ports, do FreeBSD…



O relato do Lucas é bem interessante, vale a olhada. E aí pergunto: E vocês, preferem estar algemados à Apple (e ao iTunes, etc), correndo o risco do jailbreak falhar, além de ter que dançar conforme a música… Ou preferem ter liberdade, mesmo não tendo tantos aplicativos simpáticos, e ainda um sistema em desenvolvimento (cada vez melhor, mas em desenvolvimento)? O Lucas escolheu a segunda opção, assim como Linus Torvalds, o criador do kernel Linux.



Respondam aí nos comentários!

Componentes do celular do Google custam três vezes menos que o valor de venda



O celular Nexus One, do Google está à venda a partir de US$ 529 (R$ 924), mas é produzido com componentes que somados custam à empresa US$ 174 (R$ 304), segundo um relatório de pesquisa.

Mas os analistas dizem que a grande disparidade entre o custo dos componentes e o preço de venda não significa necessariamente que a gigante empresa de internet esteja ganhando grandes lucros, já que o preço de varejo inclui despesas como taxas de licenciamento e custos de publicidade.

Peter Misek, analista da empresa Canaccord Adams diz que diversas despesas não fazem parte do valor que calcula o gasto relacionado aos componentes.

- Não se pode basear um cálculo de margem apenas nos custos.

O Google começou na semana passada a vender o Nexus One, fabricado pela HTC, na primeira tentativa da empresa em vender seus produtos diretamente pela internet ao consumidor.

O preço de varejo é de US$ 529 (R$ 924), mas um comprador que contratar uma assinatura de dois anos com a operadora norte-americana T-Mobile USA, do grupo Deutsche Telekom, paga US$ 179 (R$ 312,50), já que a empresa cobre parte do preço.

O relatório produzido pela companhia iSuppli revela que o custo dos diversos componentes do Nexus One, entre os quais um processador Qualcomm Snapdragon de 1 gigahertz (Ghz), de US$ 30,50 (R$ 53,25) e uma tela sensível ao toque da Synaptics, por US$ 17,50 (R$ 30,57) fazem com que o valor chegue aos os US$ 174,16 (R$ 304,25).

Em nota aos investidores na semana passada, James Mitchell, analista do Google, estimou que o custo de componentes do Nexus One era de US$ 300 (R$ 524).
O custo de materiais citado pela iSuppli não inclui outros custos tais como a fabricação, programa e royalties.

O royalty é o valor que uma empresa paga para o Estado ou município para explorar um determinado recurso natural, como o petróleo, por exemplo. Paga-se também quando se usa uma marca ou patente.

Todos os custos precisam ser levados em conta para calcular a margem bruta de lucro de um produto.

Edward Snyder, analista da Charter Equity Research, disse que os fornecedores de celulares geralmente conseguem margens brutas de cerca de 30%.

Ele diz que o relatório da iSuppli sugere que o Google teria margem "justa" no produto, mas explicou que é impossível saber exatamente quanto é o lucro.

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